Barrados no Braille

crônicas, crítica de mídia, links e muito mais.


  • Junho Chegou, Os Bem-te-vis estão alegres

    Sim, é verdade. Eu sempre escrevi sobre os finais de tarde da minha cidade. Escrevi ora com a mão pesada de paixão, ora com a quietude do espírito em contemplação, ora como que quase suspendendo as palavras, para espreitar, sob a cúpula do silêncio, um raro som, vindo de uma casa distante. Mas junho chegou,… Continue reading

  • Carta para os Anunnaki

      Não, não venham. O planeta terra já não é um lugar alegre. A morte já não tem nenhum escrúpulo. Atua em todas as horas do dia, em todos os lugares. As principais vítimas são crianças, adolescentes, jovens negros, pobres. Homens fogem em velhos navios lacrados, como se fossem caixões levando condenados por doenças infecciosas,… Continue reading

  • Cardápios em Braille, Araras Azuis e Tolices

    Queridos amigos, a propósito dos protestos contra os cardápios em braille, e mais ainda, por conta de mensagens das quais tenho tomado conhecimento com respeito ao uso do braille, gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que penso sobre essas questões. Parafraseando um querido amigo, ouso dizer: O braille não precisa dos cegos, os… Continue reading

  • O Homem que me Fez

    Todo dia 1 de maio eu escrevo. Com as mãos, com os olhos, com o corpo todo embebido da saudade dele. Como se estivesse brincando com legos, procuro na memória pedaços da sua vida, refaço trilhas, conversas, silêncios, sofro de novo com as suas crises asmáticas, sorrio com o mundo fantasmático que ele despejava nos… Continue reading

  • As Pedaladas de Dilma

    A cada semana, sob o ruído intermitente da repercussão da operação Lava-jato, que a mídia se ocupa em reverberar, em todas as suas tonalidades, surge um fato novo para erguer as manchetes contra o governo Dilma. Como se vivêssemos uma espécie de processo de escavação, lenta, porém furiosa, a qual pudesse desgastar os alicerces, fazer… Continue reading

  • Antes que os Drones Cheguem

    O jornalismo mundial vive uma crise sem precedentes. No que toca aos postos de trabalhos dos jornalistas, o fenômeno que ficou conhecido como “a revoada dos passaralhos”, tem se espalhado pelas empresas, pondo fim a milhares de postos de trabalho, com uma rapidez inquietante. A crise mais recente do capitalismo, ladeada pelas transformações que o… Continue reading

  • A Flor de Lyra

    às vezes você vê a sua cidade pelo olhar do outro, o que chega de fora, e se instala aqui como se já tivesse pisado a terra, passeado pelas ruas, esperado em algum umbral, para perguntar sobre onde fica tal rua, o nome de uma flor.. Bernadette Lyra, capixaba, professora de cinema, escritora, chegou em… Continue reading

  • “Vai que é Tua,, Dilma”!

    Quem se lembra da partida contra a Alemanha, aquele pesadelo incompreensível e demolidor? Nos últimos tempos, fico com a impressão de que Os primeiros jogadores deixaram o campo, mas foram substituídos, e a partida vive seu terceiro tempo interminável. Não que estejamos jogando contra a Alemanha. Penso que constituiu-se uma estranha configuração, na qual o… Continue reading

  • “Dilma, Pede pra Sair”!

    Virou moda, hit nacional, même viral na internet. Em espetáculos públicos, acaba fazendo parte do grito de comemoração, a exemplo do que ocorreu   na noite do último sábado, quando o lutador de UFC Gilbert “Durinho”,bastante machucado, comemorou sua vitória com um grito de guerra inusitado: “Dilma, pede pra sair!” O grito era uma espécie de… Continue reading

  • As Dez Horas de Festim na Ilha do Descalébrio

    Por esses dias, estive toda entregue aos processos que sacodem o país, reviram seus valores, amortalham suas crenças. Participei da manifestação do dia 13, convicta do duro sermão crítico que o governo da presidente Dilma Rousseff precisa ouvir, mas ciente de que havemos que juntar nossas forças, a fim de que o pequeno passo dado… Continue reading

  • Minha Crônica para Asafe e Outras Hashtags da Desesperança

    Nome, Asafe William Costa Ibrahim. Idade, nove anos. Moradia, Baixada Santista, Rio de Janeiro. Estado atual, assassinado por uma bala perdida. Quando, fevereiro de 2015. Quando chegou lá, no seu novo infantário, Asafe já sabia que brincariam com seu nome. a atendente que o recebeu, sorriu para o menino e indagou: – Qual a origem… Continue reading

  • Uma Longa Nota de Melancolia

    Não tenho nada alegre para lhe contar. Eu poderia inventar números e cifras, poderia, por artifício de palavras leves, inventar uma crônica amena. Não posso fazer isso, quando a vida reboa inapelavelmente nos trilhos do presente, com todas as sílabas da sua tragédia. Juro que eu queria estar sentada aqui, escrevendo as minhas trinta e… Continue reading