barradosnobraille
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O Braille Nosso de Cada Dia: Uma Breve Arqueologia da Escrita em Relevo
Eu só escrevo em braille. Faço parte de menos de um por cento da população humana do planeta que só escreve em braille. E digo que escrever e ler em braille é como uma espécie de celebração. O braille foi inventado na segunda década do século XIX, por um menino de 15 anos, franzino, vulnerável,… Continue reading
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E A Canção Mais Bonita Sempre Sairá da sua Boca
Quando menino, vivia procurando lugares de eco, onde pudesse projetar a voz e cantar. Cresceu mais, assaltou horas livres no piano, e logo estava ensaiando os primeiros acompanhamentos para as músicas que cantava. Jovem, participou de festivais e sempre ficava entre os primeiros. A música era sua grande paixão, e vinha poesia junto, simples, romântica,… Continue reading
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!Agosto das Letras”
Eu não era propriamente uma criança alegre. Tinha muita energia guardada, e, uma timidez absurda, o que as vezes me fazia ficar paralisada. Havia poucas coisas que me deixavam completamente em paz, feliz, entregue. Uma dessas coisas eram os livros. Livros, na minha infância, eram sinônimos para grandes maços de papéis encadernados em capas muito… Continue reading
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Cardápios em Braille, Araras Azuis e Tolices
Queridos amigos, a propósito dos protestos contra os cardápios em braille, e mais ainda, por conta de mensagens das quais tenho tomado conhecimento com respeito ao uso do braille, gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que penso sobre essas questões. Parafraseando um querido amigo, ouso dizer: O braille não precisa dos cegos, os… Continue reading
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Mundos e Mundos… Sob meus Dedos
(Homenagem ao dia Nacional do Braille, comemorado em 8 de abril). Hoje, em todo o brasil, desde 2010, se comemora o Dia Nacional do braille, e, por conta desses sincronismos que a gente não explica, a primeira coisa que me chegou às mãos, vinda do correio, foi a Revista brasileira para Cegos,… Continue reading
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Deus sabe Braille?
Ontem, enquanto revíamos fotos de Paris, minha irmã Cida me perguntou do que eu mais havia gostado na França. – De tudo, eu disse. Dos passeios, do congresso, das geladas noites embaixo das cobertas ou no calor aconchegante dos restaurantes, do riso aberto do meu amigo Ibrahim, com sua túnica africana, até do… Continue reading
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Antes de Chegar
Deitada na minha cama, e pensam que durmo? Que descanso? Deitada na minha cama, as cinco da tarde, quando a nesga de sol, oblíqua e terna amiga que me faz companhia por todos os dias do verão já deixou a quina da minha mesinha de cabeceira, deitada na minha cama, imagino-me em Paris, na mesa… Continue reading
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Um Longo Dia Branco
3 de janeiro. Chegar e congelar, de frio e de apreensão. Aeroporto Charles de Gaule, 11 da manhã, três graus negativos, ninguém a nos esperar, desmentindo-se assim as informações recebidas por internete. Silêncio dentro do táxi, corações batendo, de alegria, de receio, de frio. Rue Cambrone, Hotel Ibis, 45 euros, “merci beaucoup”, dissemos as… Continue reading
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“Le Temp Elastic”
Pensar no tempo a se estender, segundo a segundo, o tempo dos relógios, dos calendários, dos satélites; pensar no tempo universal, esse grande tapete elástico, e nós, a caminharmos sobre ele, a vivermos cada um a ação do seu tempo, isso me fascina, me faz reflexiva. Segundo a segundo, a mais de um ano, me… Continue reading