Barrados no Braille

crônicas, crítica de mídia, links e muito mais.


Variedades

  • “Cantos de dar e Receber”

    Somente esta semana, por conta da divulgação do show, parei para escutar o novo cd de Chico César, lançado em junho último. A gente já não compra discos como antigamente. Pode ir descarregando as músicas aos poucos, e, se o disco não nos agradar de todo, a gente só fica com as músicas boas. O… Continue reading

  • Um Longo Telegrama Salgado Vindo de Marte

    Diga-se o que se disser, do ponto de vista das descobertas científicas, o século em que vivemos é surpreendente. Como previra Michio Kaku, em seu livro “Visões do Futuro”, acumulamos conhecimentos sem precedentes nos últimos três séculos. Agora, é tempo de manipular tais conhecimentos, é tempo de transformar esses achados em benefícios para a humanidade.… Continue reading

  • A Força do “Não”

    No último domingo, tal como devem ter feito milhões de pessoas no mundo todo, sintonizei-me com a Grécia e com a difícil missão do seu povo, que teria de escolher entre dois caminhos, cada um deles tão difícil quanto o outro, com seus abismos, sua impossibilidade de desvios alternativos, seu conjunto de inevitabilidades. Como milhões… Continue reading

  • Junho Chegou, Os Bem-te-vis estão alegres

    Sim, é verdade. Eu sempre escrevi sobre os finais de tarde da minha cidade. Escrevi ora com a mão pesada de paixão, ora com a quietude do espírito em contemplação, ora como que quase suspendendo as palavras, para espreitar, sob a cúpula do silêncio, um raro som, vindo de uma casa distante. Mas junho chegou,… Continue reading

  • Carta para os Anunnaki

      Não, não venham. O planeta terra já não é um lugar alegre. A morte já não tem nenhum escrúpulo. Atua em todas as horas do dia, em todos os lugares. As principais vítimas são crianças, adolescentes, jovens negros, pobres. Homens fogem em velhos navios lacrados, como se fossem caixões levando condenados por doenças infecciosas,… Continue reading

  • A Flor de Lyra

    às vezes você vê a sua cidade pelo olhar do outro, o que chega de fora, e se instala aqui como se já tivesse pisado a terra, passeado pelas ruas, esperado em algum umbral, para perguntar sobre onde fica tal rua, o nome de uma flor.. Bernadette Lyra, capixaba, professora de cinema, escritora, chegou em… Continue reading

  • “Dilma, Pede pra Sair”!

    Virou moda, hit nacional, même viral na internet. Em espetáculos públicos, acaba fazendo parte do grito de comemoração, a exemplo do que ocorreu   na noite do último sábado, quando o lutador de UFC Gilbert “Durinho”,bastante machucado, comemorou sua vitória com um grito de guerra inusitado: “Dilma, pede pra sair!” O grito era uma espécie de… Continue reading

  • As Dez Horas de Festim na Ilha do Descalébrio

    Por esses dias, estive toda entregue aos processos que sacodem o país, reviram seus valores, amortalham suas crenças. Participei da manifestação do dia 13, convicta do duro sermão crítico que o governo da presidente Dilma Rousseff precisa ouvir, mas ciente de que havemos que juntar nossas forças, a fim de que o pequeno passo dado… Continue reading

  • Uma Longa Nota de Melancolia

    Não tenho nada alegre para lhe contar. Eu poderia inventar números e cifras, poderia, por artifício de palavras leves, inventar uma crônica amena. Não posso fazer isso, quando a vida reboa inapelavelmente nos trilhos do presente, com todas as sílabas da sua tragédia. Juro que eu queria estar sentada aqui, escrevendo as minhas trinta e… Continue reading

  • Quando o Riso se Transmuta em Silêncio

    As vezes acomete-me esse silêncio, esse hiato, essa espécie de deserção do mundo dos que explicam, interrogam, refletem, incitam, mobilizam, argumentam, renegam, avaliam, desprezam, compreendem e tantas mais ações nesse mundo coberto e recoberto por símbolos. Foi o que aconteceu após os aterradores eventos vividos na França da semana passada. Guardei minhas poucas palavras, recolhi-me… Continue reading

  • A Cara da Morte

    Falei muitas vezes sobre essa personagem em nossas colunas. Por artes de uma licença literária, dei-lhe mãos, pernas, dei-lhe a ciência da ocupação permanente. Inventei-lhe expressões faciais, fala articulada, ainda que lacônica. Presumi-lhe jornadas longas ou curtas, sempre certeiras. Não, a morte não tem uma cara. Sequer dedos erguidos, pernas atarefadas, mãos prontas a segurar… Continue reading

  • “Por que dilma mata as Pessoas”?

    Guardei essa história, esperando que os ânimos esfriassem um pouco, mas ela ficou aqui dentro, pedindo pra ser contada. Foi assim: No domingo do segundo turno, no final da manhã, depois de todos termos votado, eu e minha família decidimos ir almoçar num restaurante do centro da cidade. Adentrávamos ao local, quando um pai e… Continue reading