Platönico: Que Rótulo mais Esquisito
Dia desses estava conversando ao telefone com um amigo e começamos a falar sobre amor platônico. A conversa fluiu tranquila, alegre, sem qualquer discórdia.
No dia seguinte porém, enquanto conversava comigo mesma, comecei a me inquietar com esse rótulo, hoje tão comum, “amor platônico”. Sabe aquela sensação de um elefante sentado no meio da sua sala? “amor platônico”? que máxima mais esquisita!
Inconformada, e, munida da minha mania de explicacitit, comecei a buscar na minha cabeça um rótulo que me satisfizesse mais. “Amor interno”, pensei. Não, n ao era um bom rótulo. “Amor assexuado”? Credo! O elefante ia ficando cada vez mais assustador.
Sem cabeça, ou melhor, sem ideia que servisse, corri atrás da inteligência artificial. Abri o #Edge e o Copylot veio todo satisfeito, feito um cachorrinho abanando o rabo.
– Pergunte-me qualquer coisa, ele disse. E eu vomitei:
– Platão teve um amor platônico?
A inteligência nem pensou. Em menos de um segundo me entregou o pacote.
– Sim, Platão, o famoso filósofo grego, também teve um amor platônico. De acordo com relatos, Platão teve uma relação afetuosa com uma mulher chamada Aríston, com quem teve um filho chamado Espeusipo. No entanto, o amor platônico mais conhecido associado a Platão é o que ele sentia por Sócrates, seu mentor e amigo.
Platão admirava profundamente Sócrates e acreditava que ele era um exemplo de sabedoria e virtude. No entanto, o relacionamento entre eles não era romântico no sentido convencional. Platão via Sócrates como um guia espiritual e intelectual, e a influência de Sócrates moldou significativamente a filosofia de Platão.
O termo “amor platônico” foi cunhado por Marsilio Ficino, um filósofo neoplatônico do século XV, e refere-se à ideia de um amor idealizado, desprovido de paixões mundanas e carnais. Assim, o amor de Platão por Sócrates pode ser considerado um exemplo clássico de amor platônico, baseado em admiração, respeito e busca pelo conhecimento.
Se tiver mais alguma pergunta ou precisar de mais informações, estou à disposição! 😊
Fiquei chocada. Como se tivesse levado uma trombada de elefante. Mas logo voltei à minha mania de explicacitite. A primeira coisa que pensei foi: Por que a inteligência veio me falar do amor de Platão por uma mulher? Amor que pelo visto teve cama, e até um filho. Teria mesmo havido amor?
A minha segunda inquietação/questão, tinha o gosto de injustiça. Por que a gente sempre diz amor platônico, e nunca se falou em “amor ficinônico”? Pois se foi o pobre Ficino que cunhou a expressão, por que ninguém se lembra dele? Atire a primeira pedra quem sabia que foi Ficino, no século XV, que inventou essa expressão.
Platão que me perdoe. O amor, como uma ideia perfeita, uma esfera brilhante, mas impessoal, como um satélite belo em sua órbita inalcançável, é somente uma ideia bonita.
O amor é sentível, o amor, ainda que não queiramos, envolve sensualidade, atração, desejo, bem-querer, tanta coisa junta, que não pode existir amor platônico, senão como uma categoria conceitual, classificatória, que náo cabe na medida desmedida do amor.
Platão, se pudesse, me diria: – mas você não está falando de amor. Não seria paixão, o que você descreve?
Aborrecida e insatisfeita voltei ao #Copylot:
– você por acaso sabe o que é o amor?
Amor é um sentimento de afeição, ou atração intensa que uma pessoa experimenta por outra, por um ente querido ou por alguns lugares importantes. Essa atração pode se manifestar de maneiras muito diferentes: como atração romântica e erótica, como afeto filial ou familiar, ou simplesmente assiduidade e evocação afetuosa1.
O termo amor tem uma rica variedade de significados e nuances, e sua definição pode variar de pessoa para pessoa. Aqui estão algumas formas de entender o amor:
- Amor Físico (Eros): Representa o amor entre casais, envolvendo uma forte ligação afetiva e, geralmente, uma ligação de natureza sexual. É simbolizado pelo desenho de um coração, e o cupido é a figura mitológica que personifica o amor romântico.
- Amor à Natureza e aos Animais: O amor provoca entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem. Pode ser o amor à natureza, aos animais ou a qualquer aspecto do mundo ao nosso redor.
- Amor a Deus (Ágape): Demonstrado como uma ligação de caráter religioso, é um sentimento de devoção e adoração. O amor a Deus é incondicional, único e impossível de ser descrito com exatidão.
- Amor Próprio: Reconhecer e valorizar a si mesmo, cuidando do próprio bem-estar e aceitando-se com todas as imperfeições.
- Amor Fraternal: O afeto entre irmãos, familiares ou amigos próximos.
- Amor Verdadeiro: Aquele que transcende as barreiras do tempo e das circunstâncias, mantendo-se forte e constante.
- Amor Proibido: Quando duas pessoas não podem estar juntas, seja por razões sociais, familiares ou outras. Muitas vezes, os amores proibidos são os mais intensos e almejados.
- Amor como Adjetivo: Usado para descrever alguém como encantador, agradável, gentil e simpático. Por exemplo, “a criança é um amor”.
Em resumo, o amor é um dos sentimentos mais complexos e poderosos que os seres humanos experimentam. Ele inspira arte, literatura, música e é a base para relacionamentos significativos e conexões emocionais profundas1234.
Se tiver mais alguma pergunta ou precisar de mais informações, estou à disposição! 😊
De novo comecei pensando uma coisa fútil: Por que ele não mandou um coração ao invés desse emoji que ele sempre manda? Também pensei sobre “amor falso”, que ele não explicou, embora tivesse falado em amor verdadeiro. Por fim concluí: ele não sabe em verdade o que é o amor. Com seu algoritmo, ele tratorou e organizou informação, foi só isso.
Pra concluir mesmo, pois vocês não merece esse post tão debochado, vou de música: “Toda forma de amor vale a pena”. Eu posso concordar com isso, e vocês?
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