Barrados no Braille

crônicas, crítica de mídia, links e muito mais.


Janeiro 2014

  • Por que não te Calas, Asha Mirje?

    Hoje eu venho falar sobre sexo com você, garota 5.0. E venho indignada, e venho disposta a abrir as comportas do meu incômodo, desarrolhar todas as perguntas que precisam ser feitas. Um dia um amigo me perguntou como eu definia uma relação sexual. Como um ato de amor, eu lhe disse. Um ato da mais… Continue reading

  • Um Longo Grito por Justiça

        Tudo na vida da gente envolve um “e se”. Digo isso porque ainda estou impactada pela cobertura de um ano da tragédia da boate Kiss, na cidade de Santa Maria. Impactada pela força da vigília realizada na noite do domingo para a segunda-feira, impactada pelo tamanho da dor das famílias dos 245 mortos.… Continue reading

  • A Oração de ana Maria

    Na manhã de hoje,  enquanto me aprontava para iniciar o dia, escutei na tv, a apresentadora do “Mais Você” fazendo uma oração em defesa do Rio de Janeiro. Não me recordo qual era o santo que ela invocava. Seria Santo Expedito? O certo é que pedia proteção para a cidade maravilhosa. Com sua voz monocórdia,… Continue reading

  • Deus sabe Braille?

        Ontem, enquanto revíamos fotos de Paris, minha irmã Cida me perguntou do que eu mais havia gostado na França. – De tudo, eu disse. Dos passeios, do congresso, das geladas noites embaixo das cobertas ou no calor aconchegante dos restaurantes, do riso aberto do meu amigo Ibrahim, com sua túnica africana, até do… Continue reading

  • Antes de Chegar

    Deitada na minha cama, e pensam que durmo? Que descanso? Deitada na minha cama, as cinco da tarde, quando a nesga de sol, oblíqua e terna amiga que me faz companhia por todos os dias do verão já deixou a quina da minha mesinha de cabeceira, deitada na minha cama, imagino-me em Paris, na mesa… Continue reading

  • Um Longo Dia Branco

      3 de janeiro. Chegar e congelar, de frio e de apreensão. Aeroporto Charles de Gaule, 11 da manhã, três graus negativos, ninguém a nos esperar, desmentindo-se assim as informações recebidas por internete. Silêncio dentro do táxi, corações batendo, de alegria, de receio, de frio. Rue Cambrone, Hotel Ibis, 45 euros, “merci beaucoup”, dissemos as… Continue reading

  • “Le Temp Elastic”

    Pensar no tempo a se estender, segundo a segundo, o tempo dos relógios, dos calendários, dos satélites; pensar no tempo universal, esse grande tapete elástico, e nós, a caminharmos sobre ele, a vivermos cada um a ação do seu tempo, isso me fascina, me faz reflexiva. Segundo a segundo, a mais de um ano, me… Continue reading

  • A Crônica do Destempo

    Nos calendários, nas memórias, mais um ano que se acaba, com sua trilha sonora a tocar vorazmente nas máquinas registradoras, o concerto dos minutos, dos dias, das horas, dos acidentes, dos negócios, dos abraços cheios de um misto de alegria e de nostálgica saudade. Medo? Que palavra é essa que se mistura à receita do… Continue reading